segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Discutir sobre o que é ou não ético, talvez seja um dos debates mais permeados pela subjetividade que se possa imaginar. Esse conceito pode variar de acordo com as classes sociais, ou seja, o que é ético para um determinado segmento pode não ser para outro. No entanto, imagino que a ética, no contexto da maioria das pessoas, esteja ligada a questões morais e virtudes, como, por exemplo, honra, idoneidade, probidade, respeito e consideração com a coletividade. 
É óbvio que ética e honra não são monopólios dos evangélicos. No entanto, são inerentes ao caráter pessoal de todos aqueles que realmente temem a Deus. Ao menos é o que se espera.
O profeta e político Daniel, relatado nos textos bíblicos, talvez seja uma das mais importantes referências à observação de honra e ética. Ele foi constituído pelo rei Dario como um de seus três presidentes, a fim de que aquele reino não sofresse prejuízos. A parte gerida pelo presidente Daniel era a que se destacava administrativamente dos demais setores públicos daquele Estado e a que prosperava abundantemente. Tanto que o rei estava determinado a constituí-lo como primeiro-ministro de seu reino. Ao ler o texto bíblico em que consta este relato, será possível deduzir que Daniel não era corrupto, nem tolerava tal procedimento em sua gestão.
Os outros presidentes passaram a temer e a odiá-lo, tanto que atentaram contra sua vida. Pois, por sua conduta ilibada e seus resultados administrativos positivos, acabava de certa forma denunciando que havia alguma coisa errada acontecendo na gestão de seus adversários.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O cristão e a cidadania: Qual o papel essencial da política?

O papel da política, bem como o do Estado, é mediar os interesses da coletividade. A proposta de uma sociedade politicamente organizada nem sempre existiu. A raça humana vivia em um modelo definido por alguns estudiosos como “estado de natureza”. Neste ambiente, o desenvolvimento humano era improvável, já que imperava um tipo de lei da selva, com todo tipo de violência. Alguém pode dizer: “As barbáries existem até hoje.” Sim. Não há como discordar. Mas tente imaginar um mundo sem polícia, justiça, leis, regras sociais, direitos etc.
No caso da ideia de uma sociedade politicamente organizada, as normas de convivência são estabelecidas como uma ferramenta que, em tese, deve proteger os cidadãos, inibir os abusos e punir transgressores.
Voltando a citar a geração dos hebreus que saíram do Egito e não entraram na terra prometida, seu quadro social nos indica certa similaridade com o “estado de natureza”. Conforme comentamos na última coluna, eles pareciam ser totalmente indisciplinados e desrespeitosos uns com os outros.
O que se tem observado é que, historicamente, uma cultura não costuma se transformar da noite para o dia. Às vezes, uma ou várias gerações são necessárias para que isso ocorra. Josué e Calebe testemunharam essa verdadeira transformação e choque cultural durante os 40 anos em que, junto com os filhos de Israel, estiveram no deserto. E mesmo depois, já em Canaã, as mudanças culturais continuaram a acontecer! O avanço cultural inerente apenas à raça humana é dinâmico, nunca cessa.
No caso dos hebreus, eles foram obrigados a repensar seus conceitos para que continuassem existindo e conquistando, a fim de se estabelecer como nação.
É claro que Deus estava determinado a levar seu projeto de nação adiante, e ainda está, porque nunca desiste de Seus objetivos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto, que entrar nele nada mais é que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento, e por outro lado é renascimento.
Assim somos nós. Voltar é impossível na existência.
Você pode ir em frente e se arriscar: Torne-se OCEANO!!!
A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

VEREADOR PASTOR ROBERTO CONDE . O CRISTÃO E A CIDADANIA.


O cristão e a cidadania: O agente apropriado
Ao nos referirmos a um agente apropriado, em especial no cenário bíblico, em passagem que narra o tempo em que os filhos de Israel se tornaram escravos no Egito, após a morte de José, estaremos apontando para aquele que politicamente era o mais capacitado para sê-lo: Moisés. Ele havia se tornado um mito político por sua trajetória de vida e por reunir em si vários outros atributos que lhe eram peculiares.
Moisés foi uma escolha estratégica do próprio Deus para reivindicar a libertação e a emancipação política e social daquele povo. Vale destacar que, certamente, entre o povo de Israel existiam homens de bem, dispostos e talvez até tementes, mas que não dispunham de chancela, sobretudo política, que os habilitasse para aquele determinado projeto, ou seja, ter acesso ao Faraó para defender a causa do povo hebreu sem sofrer danos.
Provavelmente, naquela época qualquer outra pessoa talvez não conseguisse sequer se aproximar da porta do palácio real, que dirá entrar. Certamente seria detida ou até mesmo morta. É claro que jamais podemos desconsiderar a proteção Divina que estava sobre Moisés, porém, existiam outros fatores de natureza terrena, social e política a serem considerados: “(…) também o homem Moisés era mui famoso na terra do Egito, aos olhos dos oficiais de Faraó e aos olhos do povo.” (Êxodo 11.3) Moisés era, de fato, apropriado e credenciado para representar seu povo junto ao governo egípcio.
Observe que, aparentemente, nada ocorreu por acaso, digo, havia um projeto predefinido em que, providencialmente, Moisés é preparado para cumprir uma missão, libertar seu povo e transformá-lo em nação.
Quando, no exercício da cidadania, votamos e elegemos uma pessoa, estamos confiando, credenciando e lhe dando acesso para que ela tenha prerrogativas de nos representar junto ao poder público.