O cristão e a cidadania: Qual o papel essencial da política?
O papel da política, bem como o do
Estado, é mediar os interesses da coletividade. A proposta de uma
sociedade politicamente organizada nem sempre existiu. A raça humana
vivia em um modelo definido por alguns estudiosos como “estado de
natureza”. Neste ambiente, o desenvolvimento humano era improvável, já
que imperava um tipo de lei da selva, com todo tipo de violência. Alguém
pode dizer: “As barbáries existem até hoje.” Sim. Não há como
discordar. Mas tente imaginar um mundo sem polícia, justiça, leis,
regras sociais, direitos etc.
No caso da ideia de uma sociedade
politicamente organizada, as normas de convivência são estabelecidas
como uma ferramenta que, em tese, deve proteger os cidadãos, inibir os
abusos e punir transgressores.
Voltando a citar a geração dos hebreus
que saíram do Egito e não entraram na terra prometida, seu quadro social
nos indica certa similaridade com o “estado de natureza”. Conforme
comentamos na última coluna, eles pareciam ser totalmente
indisciplinados e desrespeitosos uns com os outros.
O que se tem observado é que,
historicamente, uma cultura não costuma se transformar da noite para o
dia. Às vezes, uma ou várias gerações são necessárias para que isso
ocorra. Josué e Calebe testemunharam essa verdadeira transformação e
choque cultural durante os 40 anos em que, junto com os filhos de
Israel, estiveram no deserto. E mesmo depois, já em Canaã, as mudanças
culturais continuaram a acontecer! O avanço cultural inerente apenas à
raça humana é dinâmico, nunca cessa.
No caso dos hebreus, eles foram
obrigados a repensar seus conceitos para que continuassem existindo e
conquistando, a fim de se estabelecer como nação.
É claro que Deus estava determinado a levar seu projeto de nação adiante, e ainda está, porque nunca desiste de Seus objetivos.

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